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sábado, 15 de fevereiro de 2025

Ministério da Saúde amplia idade para receber vacina contra a dengue

 

As vacinas contra a dengue que estiverem próximas às datas de vencimento poderão ser aplicadas em pessoas com idades fora da faixa etária estipulada para o Sistema Único de Saúde (SUS) e poderão ser remanejadas para municípios ainda não contemplados pela vacinação.

A recomendação está em nota técnica para todos os estados e o Distrito Federal publicada nesta sexta-feira (14). O objetivo, segundo a pasta, é garantir que todos os imunizantes adquiridos cheguem à população, ampliando a proteção contra a doença.

Agora as doses com um prazo de 2 meses de validade poderão ser remanejadas para municípios ainda não contemplados pela vacinação contra dengue ou ser aplicadas em faixa etária ampliada, contemplando pessoas de 6 anos a 16 anos de idade.

Já para as vacinas que completarem 1 mês de validade, a estratégia poderá ser expandida até o limite etário especificado na bula da vacina, abrangendo a faixa etária de 4 anos a 59 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

O imunizante, no âmbito do SUS, é voltado para aqueles com idade entre 10 anos e 14 anos.

De acordo com o Ministério, a expansão do público-alvo deve considerar a disponibilidade de doses e a situação epidemiológica de cada estado e município. Além disso, a pasta deve ser devidamente informada pelas unidades federativas sobre a implementação da estratégia temporária de ampliação da vacinação.

Todas as doses administradas devem ser registradas na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) de forma a garantir a segunda dose e o monitoramento completo do processo de imunização.

Busca ativa

Para completar o esquema vacinal, é preciso tomar duas doses da vacina, o que garante a imunização oferecida pela vacina.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2024, 6,5 milhões de doses foram enviadas aos estados e municípios, mas apenas 3,8 milhões foram aplicadas. A situação é ainda mais preocupante entre os adolescentes. Aproximadamente 1,3 milhão de jovens que iniciaram o esquema vacinal não retornaram para a segunda dose.

O ministério recomenda que estados e municípios intensifiquem as estratégias de busca ativa, identificando e mobilizando aqueles que ainda não completaram o esquema vacinal.

Vacina

O Brasil foi o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal. A vacinação no país teve início em fevereiro de 2024 em 315 municípios e, desde então, vem sendo ampliada, chegando atualmente a 1.921 municípios, de acordo com o Ministério da Saúde.

Em 2024, a vacina da dengue foi incorporada ao SUS para o público de 10 anos a 14 anos de idade que reside em localidades prioritárias, conforme critérios definidos a partir do cenário epidemiológico da doença no país e decisão pactuada com estados e municípios na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Secretaria da Saúde orienta sobre controle do escorpião-amarelo no Rio Grande do Sul

 







Colocação de telas, vedação de frestas e limpeza de pátios são medidas para evitar presença do aracnídeo

A presença do escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é motivo de preocupação em saúde pública no Rio Grande do Sul. O animal tem potencial para envenenamento grave através de sua picada e tem fácil disseminação no meio urbano devido à sua adaptabilidade e reprodução em locais como encanamentos de esgoto, ralos, entulhos e frestas de paredes.

Atualmente, as cidades de Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Horizontina, Três de Maio, Marcelino Ramos, Nova Bassano, São Sebastião do Caí, Esteio e Alvorada são consideradas as principais áreas de infestação no Estado. De 2013 a 2024, esses animais foram localizados em até 37 municípios, sendo que em 17 foram registrados acidentes em humanos.

As notificações de ocorrência de escorpiões devem ser feitas pela população às secretarias municipais de saúde. A amostra é enviada para identificação taxonômica e o município, após receber o resultado laboratorial, realiza as medidas de vigilância e controle. A identificação das espécies peçonhentas é realizada pelo Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul (CIT) e por laboratórios municipais e regionais do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-RS). Após a confirmação da presença do escorpião-amarelo, são desencadeadas ações de vigilância ambiental na área suspeita de estar infestada.

O atendimento do acidente pela picada geralmente é encaminhado a hospitais com a disponibilização de soro pela vigilância epidemiológica da Secretaria da Saúde (SES). O plantão de emergência do CIT/RS, disponível 24 horas pelo telefone 0800-721-3000, registra acidentes pelas picadas dos peçonhentos e orienta o uso de soros.

O escorpião não ataca, apenas se defende. Ferroa apenas quando é molestado, para se defender, ou seja, quando alguém coloca a mão ou se encosta nele intencionalmente ou sem perceber.

Controle

Para controle do escorpião-amarelo, são importantes as atividades de limpeza de terrenos baldios, quintais e jardins, retirando o acúmulo de entulhos, folhas secas e acondicionando o lixo em sacos plásticos. Os escorpiões alimentam-se, principalmente, de baratas, procurando abrigos infestados por esses insetos. Assim, o controle de baratas deve compor as medidas de manejo ambiental.

A restrição do acesso à água mostra-se como o elemento decisivo para a sua sobrevivência. Mesmo em situações de falta de alimento, se houver acesso à água da chuva ou gotejamento de canos, eles podem permanecer escondidos, à espreita de presas, por períodos que podem passar de 12 meses. Ainda, a restrição de alimento não interfere no tamanho ou peso de ninhada do escorpião-amarelo, que mantém boa capacidade reprodutiva por mais de meio ano mesmo sem alimentação.

Outra medida essencial é manter fossas sépticas bem vedadas e paredes externas e muros rebocados, sem vãos ou frestas. Nas áreas internas de domicílios, utilizar telas em ralos, pias e tanques; vedar vãos e frestas em paredes, soleiras de portas e rodapés soltos. As portas devem permanecer fechadas e estarem bem ajustadas ao batente, nas laterais e nas partes superiores. Manter todos os pontos de energia e telefone vedados.

Preservar os predadores naturais dos escorpiões também é uma forma de controlar a população do aracnídeo, especialmente aves de hábitos noturnos (como corujas e joão-bobo), pequenos macacos, quati, lagartos, sapos, gansos e gambás.

Não é recomendado o uso de inseticidas para controle de escorpiões. O produto químico exerce uma ação irritante podendo causar acidentes pelo desalojamento dos peçonhentos. O que também torna os escorpiões resistentes aos venenos é o fato de possuírem o hábito de permanecer em longos períodos em abrigos naturais ou artificiais que impedem que o inseticida entre em contato com o escorpião. O animal também possui capacidade de permanecer com seus estigmas pulmonares (aberturas que permitem a respiração) fechados por um longo período.

A Divisão de Vigilância Ambiental do Centro Estadual de Vigilância (Cevs) orienta que a captura mecânica de escorpião-amarelo deve ser realizada por profissional habilitado. A busca-ativa é uma medida de controle populacional e deve ser realizada sempre em duplas com o uso de equipamento de proteção individual (EPI): bota ou sapatos fechados, calça comprida, camisa de manga curta ou longa com pulso justo e luvas de raspa de couro.

Cuidados

Examinar roupas (inclusive as de cama), calçados, toalhas de banho e de rosto, panos de chão e tapetes, antes do usar.

Usar luvas de raspa de couro ou similar e calçados fechados durante o manuseio de materiais de construção, transporte de lenha, madeira e pedras em geral

Manter berços e camas afastados, no mínimo 10 cm, das paredes e evitar que mosquiteiros e roupas de cama esbarrem no chão

Tomar cuidado especial ao encostar-se a locais escuros e úmidos e com presença de baratas.

Em caso de acidente, entre em contato com o Centro de Informações Toxicológicas (CIT) do Rio Grande do Sul. Telefone: 0800-721-3000.

Fonte: Secretaria de saúde Rio Grande do Sul