quinta-feira, 14 de julho de 2016

22 ÁRVORES QUE ATRAEM PÁSSAROS

Árvores  que atraem pássaros devem ser consideradas na composição dos jardins, pois além da beleza destes animais, seu canto funciona como a trilha sonora ideal deste cenário e faz toda a diferença no ambiente, gerando vida e movimento.
Fora isso, a relação entre as árvores e as aves tem benefícios para ambos os lados. Enquanto os pássaros obtém seus alimentos, dispersam sementes e distribuem pólen das flores para garantir a reprodução das plantas.
Os pássaros também comem insetos e, assumindo seu papel na pequena cadeia alimentar de um jardim, fazem um importante equilíbrio biológico de espécies.
Mas cada ave tem sua preferência alimentar, portanto para se obter uma variedade de espécies  também é preciso diversificar as árvores que atraem pássaros. Da mesma maneira,  distribuir o florescimento das plantas de forma contínua durante todo o ano, ajuda a a atrair vários tipos de pássaros.
As aves tem sistema olfativo pouco desenvolvido e por isso flores perfumadas nada ajudam na sedução delas. Em compensação grandes inflorescências vermelhas e amarelas costumam chamar muito a atenção de pássaros.

Prefira nativas como árvores que atraem pássaros


CEREJA  RIO GRANDE
Também recomendamos sempre o uso de árvores nativas e preferencialmente que estejam dentro do bioma da região, já que em um país continental como o nosso tanto a fauna como a flora tem características muito regionais.

Abaixo fizemos uma listagem de árvores com os principais pássaros que elas cativam, mas a variedade da avifauna pode ser muito maior, principalmente porque os espaços dedicados a plantios de árvores são cada vez mais escassos, principalmente nos centros urbanos.Por isso temos de ter bom senso na escolha de árvores  e não  adianta plantar uma árvore do pantanal num jardim da região Sudeste pensando que algum tuiú-tuiú vai aparecer, porque ele vai preferir continuar lá no bioma dele, tranquilinho.
As espécies que indicamos devem ser encontradas com muita facilidade nas suas regiões de origem. Então, nao tem desculpa, vamos partir para escolha e mãos a obra!



















Fonte:blog Jardim Sustentável - Marli Kuhnen

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Entidades criticam lei que prevê pulverização aérea de inseticida contra o Aedes

A lei que autoriza o uso de aviões para pulverizar substâncias químicas contra o mosquito Aedes aegypti, sancionada esta semana pelo presidente interino, Michel Temer, foi duramente criticada  por organizações de saúde e combate a agrotóxicos.

Publicada  (28) no Diário Oficial da União, a Lei 13.301/2016 prevê a “incorporação de mecanismos de controle vetorial por meio de dispersão por aeronaves mediante aprovação das autoridades sanitárias e da comprovação científica da eficácia da medida” como umas das medidas de combate ao mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.

O Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FNDCIA) divulgou nota em que reprova a sanção presidencial. De acordo com o procurador regional do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco, Pedro Serafim, coordenador nacional da entidade, a lei tem potencial para causar doenças nos seres humanos e outras espécies, além de perdas econômicas.

“Alguns países da comunidade europeia, e também o Canadá e os Estados Unidos, vem restringindo a pulverização aérea. Nós vemos um retrocesso muito grave para a saúde pública. O fumacê não resolveu, tem tornado o mosquito resistente, e não vai ser com essa pulverização desordenada, que pouco alcança o alvo, que vai resolver”, criticou.
O coordenador do Grupo de Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Marcelo Firpo, classificou a autorização prevista na lei como um “retrocesso civilizatório”. Segundo ele, as áreas afetadas vão ser usadas como laboratórios. “Vai fazer da população em geral um grande espaço de experimentação humana com substâncias perigosas, cujos efeitos só vão aparecer anos depois.”

Riscos
A lei não delimita que substâncias serão permitidas ou proibidas nas pulverizações. A Abrasco critica o uso de qualquer produto, mas cita com maior preocupação o risco o perigo do Malation, químico usado em carros de fumacê pelo país. “Muitos princípios ativos que combatem, por exemplo, o ciclo reprodutivo dos insetos, também têm potencial de afetar o organismo humano. Esse é o caso da substância Malation. Foi classificado pelo IARC [sigla em inglês para Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer], ligado à OMS [Organização Mundial de Saúde], como um produto provavelmente cancerígeno”, explicou.
As organizações atribuem a sanção da lei por Temer a interesses do mercado. “Quem está pressionando para que a legislação seja aprovada? Não são os órgãos públicos e instituições de saúde, que deveriam ser os principais consultados. Eles se colocaram contrários a essa legislação”, disse o coordenador da Abrasco. “É algo que veio do setor da aviação privada, com interesse sobretudo econômico”, acrescentou Serafim, do FNDCIA.

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola já defendeu, em várias ocasiões – inclusive em audiência pública do Senado em junho – uma proposta de pulverização aérea de inseticidas em áreas habitadas. O uso, no entanto, teria que passar por um teste piloto em local de grande infestação. Na ocasião, o Ministério da Saúde se manifestou contra a proposta por temer que as substâncias provocassem danos à saúde humana.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e a Campanha Contra os Agrotóxicos também já se manifestaram contra a lei.
Legislação
Segundo Marcelo Firpo, da Abrasco, a regra sancionada esta semana é “inconstitucional e ilegal” porque contraria legislação já existente sobre pulverização de agrotóxicos em áreas de circulação humana.

A Lei 7.802/1989, que trata dos agrotóxicos, não faz menção ao uso dos produtos por meio de pulverização em áreas urbanas, mas uma instrução normativa do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento proíbe a aplicação aeroagrícola é proibida em áreas situadas a uma distância mínima de 500 metros de “povoações, cidades, vilas, bairros, de mananciais de captação de água para abastecimento de população”, e de 250 metros de “mananciais de água, moradias isoladas e agrupamentos de animais”.

Agência Brasil

sábado, 25 de junho de 2016

PÁSSAROS EM CATIVEIRO - SÃO JERÔNIMO

    Na última quinta, no município de São Jerônimo, flagramos a manutenção em cativeiro de 68 passeriformes nativos sem o devido licenciamento ambiental.

Os animais, presos em gaiolas e em viveiros improvisados, apresentavam situações de maus tratos com alimentação precária, água suja e falta de higiene. Animais mortos também foram encontrados.

O autor do fato capturava os animais na natureza para comercializar. O mesmo responderá pelo crime contra a fauna, com agravantes, prev...isto no Art. 29 da Lei Federal 9.605/98.


Os pássaros foram encaminhados à Fundação Zoobotânica do RS para reabilitação e posterior soltura.

Denuncie!


A PATRAM solicita que a comunidade ajude a denunciar este tipo de crime através do

      número  51 3651 3492

ou pelo email:
         1babm-sje@brigadamilitar.rs.gov.br









sexta-feira, 10 de junho de 2016

PESCA PREDATÓRIA NO RIO JACUÍ - BARRAGEM DE AMARÓPOLIS








Após denúncia, a PATRAM de São Jerônimo, flagrou nas proximidades da Barragem Amarópolis, Rio Jacuí, em General Câmara, 32 redes de pesca de malhas predatórias, que totalizaram 1.500 metros de comprimento.

A malha da rede que é permitida para a pesca no rio, deve ter sua medida, entre nós esticados de 70mm. A maioria do material possuía a metade disto. A pesca predatória é um dos principais motivos para a perda da fauna ictiológica do rio.

O material foi recolhido pelos policiais e será descaracterizado e destruído. Os infratores, ao serem identificados, poderão sofrer pena de prisão de 2 a 4 anos.


A PATRAM solicita que a comunidade ajude a denunciar este tipo de crime através do

      número 3651 3492

ou pelo email:
         1babm-sje@brigadamilitar.rs.gov.br


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Projeto monitora onça em gestação em reserva florestal no Amazonas

Onça é monitorada em reserva do Amazonas




Duas onças da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, receberam colares de GPS que vão indicar a movimentação delas pela floresta. Os animais foram incluídos no Projeto Iauaretê, do Instituto Mamirauá, que faz o monitoramento da espécie.
As onças foram encontradas durante trabalho de campo em janeiro e março e estavam em condições satisfatórias de saúde. Uma é preta e ganhou o nome de Django. A outra é pintada e está prenhe de dois filhotes. A gestação de Fofa, como o animal foi chamado, mostra que a região é favorável para a reprodução da espécie, considerada vulnerável no Brasil.
A descoberta vai permitir observar pela primeira vez na Amazônia o desenvolvimento dos filhotes e a movimentação da mãe nos períodos de pré e pós-parto.
Segundo a bióloga do grupo de conservação de felinos do Instituto Mamirauá, Wezddy Del Toro, o projeto começou em 2008 e desde então capturou 18 onças. Cinco delas receberam o colar com GPS.
“Uma vez que o animal é capturado, a gente faz um exame clínico, vê se tem alguma doença e pega algumas amostras para futuras análises. Durante a captura é colocado um colar com GPS que fica mandando as coordenadas de onde o bicho está se movimentando. A gente recebe essa informação via satélite por e-mail e, com isso, consegue observar a movimentação dos animais e as áreas de vida que eles estão utilizando”, disse a bióloga.
O trabalho de observação das onças já identificou um comportamento inusitado da espécie na região. Durante o período de cheia do Rio Solimões, toda a reserva fica alagada, mas os animais permanecem na área de várzea abrigados nas copas das árvores.
“Eles ficam na várzea, que são as florestas inundáveis, durante todo o tempo da inundação. Isso quer dizer que ficam morando nas copas das árvores entre três e cinco meses por ano, nadando de uma árvore para outra, procurando alimentos e abrigo. É um comportamento inusitado para felinos e é a primeira vez que isso é registrado”, contou Wezddy.
O Projeto Iauaretê também desenvolve uma atividade de turismo de observação de onça-pintada, com o envolvimento de comunidades ribeirinhas. Além de ajudar na geração de renda dos moradores, eles aprendem a importância de preservar a espécie.
“Aqui, antes, as pessoas viam a onça como inimigo. Agora, aprenderam a lidar com ela e a dar mais importância, principalmente preservando. É um bicho que está praticamente atrás das nossas casas, no nosso quintal. Antes, acontecia de matar alguma onça, mas agora ninguém fala mais nisso. Hoje, eles simplesmente observam quando encontram ela no mato. Sabem que a onça só está ali porque é o ambiente em que ela vive”, afirmou Ivanilson Cavalcanti, que tem 22 anos e participa da iniciativa na comunidade Boca do Mamirauá.
A reserva, de acordo com pesquisa do Instituto Mamirauá, tem cerca de dez onças a cada 100 quilômetros quadrados, umas das densidades mais altas do mundo, devido principalmente à abundância de alimentos na região. Elas se alimentam basicamente de bichos-preguiça, jacarés e macacos guariba.


Agência Brasil