terça-feira, 10 de agosto de 2021

RIO GRANDE DO SUL TEM OS FÓSSEIS MAIS ANTIGOS DO MUNDO

   A região central do Rio Grande do Sul é conhecida pelo impressionante registro fossilífero. Rochas do Período Triássico (entre 250 e 200 milhões de anos atrás) afloram em beiras de estradas, lavouras e açudes. Dentre os diversos esqueletos fossilizados encontrados nestas rochas, alguns dos que mais chamam a atenção são os de dinossauros. Isso se dá não apenas pela extraordinária preservação, mas principalmente pela idade, a qual faz deles os mais antigos do mundo, com cerca de 233 milhões de anos. Este fato foi reconhecido pelo Guinness World Records, tornando as rochas gaúchas as detentoras do recorde de abrigar os mais antigos dinossauros já descobertos. Cerca de meia dúzia de espécies já foram escavadas a partir das rochas recordistas do Brasil. Esses dinossauros tinham entre 1,5 e 3 metros de comprimento, andavam sobre as patas posteriores e eram carnívoros. Embora muito menores do que os famosos dinossauros dos filmes, os dinossauros gaúchos foram os precursores de toda a história evolutiva do grupo, posteriormente dando origem a todos os outros dinossauros que vivem no imaginário de crianças e entusiastas. Os municípios gaúchos com os principais registros dos dinossauros mais antigos do mundo são Santa Maria, São João do Polêsine e Agudo. As primeiras descobertas de dinossauros nestas rochas foram publicadas em 1999, com a descrição do Saturnalia tupiniquim, de Santa Maria. Mais recentemente, uma série de novos achados têm sido realizados pelo Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia, da Universidade Federal de Santa Maria. O centro, que fica localizado no município de São João do Polêsine, é o resultado de uma ação que teve início através dos esforços do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia (Condesus). Nos últimos anos, centenas de fósseis já foram escavados. Embora muitos fósseis correspondam a materiais fragmentários, alguns se tratam de esqueletos fósseis muito bem preservados, incluindo os primeiros dinossauros completos a serem escavados no Brasil

JC 10/08/21

REVITALIZAÇÃO DAS MARGENS DO RIO TAQUARI

 

Projeto vai revitalizar mata ciliar em rios do Vale do Taquari Com o intuito de construir conhecimento para a restauração ecológica dos ecossistemas regionais, um dos projetos da Universidade do Vale do Taquari (Univates) tem o objetivo de definir metodologias eficazes para a restauração da cobertura vegetal das margens de rios e arroios da região, cuja vegetação encontra-se degradada ou ausente. São cerca de R$ 222,8 mil captados da CEEE para a execução do projeto. A Univates, como contrapartida, mantém a equipe de trabalho que vai executar a iniciativa por quatro anos, composta por três bolsistas de iniciação científica e pesquisadores que atuam no projeto. A expectativa é de que as cidades de Travesseiro, Marques de Souza, Lajeado, Encantado e Arroio do Meio recebam as intervenções. Às administrações municipais que trabalharem em conjunto com a universidade caberá, por exemplo, o auxílio no transporte de mudas e materiais necessários para a implantação das metodologias. Parte das mudas a serem utilizadas está sendo produzida no campus da Univates, em Lajeado. As metodologias começam a ser implantadas neste mês, e o projeto encerra em 2024. Ao fim do trabalho, livros, cartilhas e produção científica estarão disponíveis à população, como uma forma de ampliar a pesquisa desenvolvida na Univates. O planejamento é essencial para que o trabalho tenha o sucesso esperado. A Univates já desenvolveu um projeto sobre matas ciliares entre 2012 e 2014, também coordenado pela docente, que é doutora em Botânica e trabalha com ecologia vegetal. “Naquela ocasião fizemos a caracterização da vegetação, ou seja, o reconhecimento das espécies que ocorrem nas margens do rio Taquari, em áreas preservadas e também degradadas. Quando terminamos esse trabalho, partimos para o arroio Forquetinha. Logo após, começamos a nos questionar sobre a estrutura das comunidades vegetais das matas ciliares do rio Forqueta”, explica a professora Elisete Maria de Freitas , que coordena o projeto. Esses estudos e outros já realizados permitem que a equipe envolvida conheça a diversidade de espécies que compõem a flora das margens dos rios e arroios da região e possa definir quais espécies devem ser utilizadas para acelerar a restauração das áreas que se encontram degradadas. “O que o diferencia de outras iniciativas é a abrangência do que é proposto, uma vez que, só em termos de mudas a serem plantadas, serão cerca de 4 mil inicialmente. Quando pensamos na estimativa de quantas mudas vamos precisar, o total assusta”, relata Elisete. Serão utilizadas 12 áreas com cerca 3.000 metros quadrados, nas quais o processo todo será realizado e documentado cientificamente. “Vamos testar diferentes metodologias e verificar o que a gente pode e o que não pode fazer aqui. Existem diferentes formas de fazer, e o nosso objetivo é identificar o que é o melhor para o Vale do Taquari, conforme as características locais”, aponta a pesquisadora.

JC 10/08/21

sábado, 1 de maio de 2021

PALOMETAS (Serrasalmus maculatus) NO RIO JACUÍ

 

Presença de palometas no Jacuí preocupa pescadores e ambientalistas

Problema se intensificou nas últimas semanas e já ocorre em cinco municípios gaúchos

Representantes da Comissão da Agricultura da Assembleia Legislativa, Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), universidades e pescadores se reúnem  para tratar da infestação de palometas no rio Jacuí. O problema foi percebido em fevereiro deste ano e se intensificou nas últimas semanas. Os municípios de Cachoeira do Sul, Rio Pardo, Vale Verde, Bom Retiro do Sul e General Câmara já registraram a ocorrência.

Em General Câmara, os pescadores relatam que estão capturando apenas dois quilos de peixes por dia, em vez dos 30 quilos usuais. Além disso, alguns afirmam ter encontrado exemplares feridos. “A palometa está atacando o pescado já na rede, o que o torna presa fácil”, relata o prefeito de General Câmara, Helton Barreto.

Além de problemas econômicos para os pescadores, há riscos biológicos. “As palometas poderão causar um desequilíbrio no ecossistema por não terem predadores”, teme o analista ambiental do Ibama, Maurício Vieira de Souza, acrescentando que, se as condições forem favoráveis, esses animais podem chegar ao Lago Guaíba.

Em reunião ocorrida na segunda-feira com a Secretaria de Aquicultura e Pesca, foi combinado que os prefeitos da região afetada devem enviar um relatório para a equipe técnica do Ministério da Agricultura estudar um plano de ação. O grupo também solicitou  auxílio financeiro para as famílias afetadas ao Ministério da Cidadania, mas  ainda não recebeu retorno.

O Ibama e a Sema elaboraram um questionário online que está disponível para prefeituras e qualquer pessoa que identificou o predador repassarem informações.

Os técnicos ainda não sabem como a palometa, que tem habitat na bacia do rio Uruguai, chegou ao Jacuí.  A suspeita é de que o deslocamento tenha ocorrido por meio de canais de irrigação e afluentes

Correio do Povo





domingo, 7 de março de 2021

Prefeitura de General Câmara adota uso parcial de bicicletas para servidores

 


Como forma de estimular o uso da bicicleta em prol do meio ambiente e dos cofres públicos, a prefeitura de General Câmara anunciou a aquisição de bicicletas customizadas para seus servidores e o leilão de três carros à disposição da administração municipal. Além dos benefícios que a medida abarca quanto à mobilidade urbana e redução de gastos e poluição, a ação tem como base uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade de São Paulo (USP), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que mostra a bicicleta como um bom meio de se prevenir a Covid-19.

“Queremos estimular o uso da bicicleta, começando pelo nosso exemplo, ao determinar que os servidores com condições da prática do ciclismo, em um raio de dois quilômetros, executem suas funções externas com o meio alternativo de transporte”, afirmou Helton Barreto, prefeito do município gaúcho de 8,6 mil habitantes, localizado a 80 quilômetros de Porto Alegre, na Região Carbonífera.

Jornal do Comércio 05/03/2021