quinta-feira, 3 de novembro de 2011

PASSO DO SOBRADO - HOSPITAL AUMENTA OS SERVIÇOS

O espaço que abrigará os equipamentos de raio X, ecografia e mamografia no Hospital de Passo do Sobrado está em construção desde o início do mês. A área possui 120 metros quadrados e as obras devem ser concluídas em dezembro. O serviço terceirizado será oferecido pela Radson e os investimentos foram feitos com recursos próprios da casa de saúde, além de financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o médico e diretor do hospital, Paulo Abrahão, os serviços irão beneficiar a comunidade local e regional.
Além de atender os moradores de Passo do Sobrado, o hospital recebe pacientes de municípios como Vale Verde, General Câmara, Rio Pardo e até Santa Cruz do Sul. Os novos serviços serão disponibilizados nas modalidades particular, convênio e Sistema Único de Saúde (SUS). Em julho, o estabelecimento de saúde completou um ano após sua reabertura. O hospital chegou a ficar seis anos fechado. Conforme Abrahão, a média mensal de atendimentos particulares, por meio de convênios e do Pronto-Atendimento é de 800 a mil. Naquele mês, foram 508 consultas no plantão de urgência e emergência, 36 observações, 280 procedimentos ambulatoriais e oito transferências. Por enquanto, o hospital não é filantrópico.
Daqui para a frente, a ideia, segundo Abrahão, é continuar investindo no hospital e aprimorando os serviços. A casa de saúde trabalha com convênios, mas busca a contratualização de leitos pelo Estado, por meio do SUS, dentro da Política Nacional para os Hospitais de Pequeno Porte. O documento já foi encaminhado para a 13ª Coordenadoria Regional da Saúde (CRS). A partir da metade do ano que vem, o foco deve ser no bloco cirúrgico e na sala de parto. De acordo com o médico e diretor da casa de saúde, o objetivo é trocar os equipamentos desse setor para realizar os procedimentos de forma mais segura.Satisfação
Os pacientes que passaram pelo Hospital de Passo do Sobrado durante o primeiro ano de funcionamento após a reinauguração – julho de 2010 a julho deste ano – responderam a um questionário de avaliação. O levantamento revelou que 83% dos entrevistados consideraram o atendimento satisfatório. “Fizemos uma pesquisa de safistação. Questionamos sobre o atendimento, a limpeza, e pedimos sugestões”, explica o diretor da casa de saúde, Paulo Abrahão.
Fonte:Jornal Gazeta do Sul 29/10/2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CLUBE DE MÃES REALIZAM ENCONTRO EM GENERAL CÂMARA

Com a participação de 13 clubes de mães de General Câmara, um grupo de São Jerônimo e cinco de Vale Verde, aconteceu a 23ª edição do Encontro Municipal de Clubes de Mães, na quinta-feira, 27, em General Câmara.
- Eu convido vocês a participarem mais da vida econômica, política e social do município de vocês e da região. Não desistam, batalhem e façam valer a opinião de vocês - salientou o supervisor da Emater/RS-Ascar em Porto Alegre, Sérgio Tadeu de Souza, durante a abertura do evento.
Segundo Sérgio, o encontro de mulheres do município é reconhecido por reunir um número expressivo de pessoas, mas a participação delas não deve ficar restrita a este espaço, pois é necessário que elas ajudem a tomar decisões em nível regional, como é o caso da aplicação de recursos que estão sendo disponibilizados por meio de políticas públicas para o pré-território.
- A chamada pública de quase R$ 1 milhão do Ministério do Desenvolvimento Agrário vai beneficiar sete municípios da região, dentre eles General Câmara, por isto, é muito importante a manifestação de vocês - completou Sérgio.
O evento, neste ano, aconteceu no salão da Comunidade do Boqueirão e foi organizado pelo Clube de Mães Estrela do Mar. Após a abertura com as autoridades, a professora Liziane Stumpf falou sobre a importância do artesanato e da mulher para a família e para o mercado de trabalho.
Foi realizado, ainda, concurso gastronômico e artesanal. As premiações foram entregues na parte da tarde, após a avaliação dos jurados. As apresentações artísticas elaboradas pelos grupos também divertiram e integraram os participantes. Paralelamente, ocorreu exposição de artesanato e de produtos agroindustrializados elaborados pelos clubes de mães.
Fonte:Jornal Portal de Notícias 01/11/2011

REGIÃO CARBONÍFERA ASSINA PACTO PELA CULTURA

Os nove prefeitos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Asmurc) assinaram, na semana passada, um termo de cooperação federativa com o Ministério da Cultura (MinC). O pacto tem o objetivo de promover a implantação dos Sistemas Municipais de Cultura.
- Todos os prefeitos demonstraram interesse em organizar a gestão de cultura nos municípios - afirmou a assessora técnica da Área de Cultura, Carla Chilanti Pinheiro.
A assinatura do termo foi realizada em Assembleia Geral da Asmurc, em meio à programação da Triunfo em Festa 2011, no Parque de Exposições de Camboatá, em Triunfo.
Sistema Municipal de Cultura
As prefeituras que implementarem o sistema democratizam o acesso aos programas culturais. Para se adequar ao processo, o Município deve criar um conselho, um plano e um fundo municipal de cultura. Essas ferramentas regulamentam o acesso de projetos a recursos para a cultura, impedindo a existência de ações paternalistas.

Fonte:Jornal Portal de Notícias 01/11/2011

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL



Antigamente, as crianças eram consideradas adultas em miniatura, ou seja, não podiam ter um comportamento infantil e, não importando o fato de serem pequenas, elas deveriam possuir responsabilidades. Suas vestes eram idênticas aos dos adultos e, como tais, tinham vida social juntas a eles, participando de festas com homens e mulheres embriagados.
Como se não bastasse, tudo era permitido na frente das crianças e, por não fazer parte do costume da época, não as ensinavam sobre boas maneiras e nem hábitos de higiene.
Os pais decidiam o futuro das crianças e, se a família a que pertenciam possuía bens, elas eram educadas para o futuro, recebendo estudos, mas, se suas famílias eram pobres, sua educação era voltada para o trabalho.
Posteriormente, entendeu-se que a criança não é um adulto pequeno, ela tem necessidades e características próprias e vai se tornar um adulto quando passar as etapas do seu desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional.
A partir dos trabalhos de Comenios (1593), Rousseau (1712) e Pestalozzi (1746), surge um novo “sentimento da infância” que protege as crianças e que auxilia este grupo etário a conquistar um lugar enquanto categoria social.
Partindo desse conceito, a população, ou seja, a sociedade passa a analisar a criança de outra forma, classificando, assim, a categoria infantil.
A criança passa a ser educada em vários sentidos para que, conforme o seu crescimento, adquira conhecimento específico à sua idade, enquanto limites relativos à sua idade são aplicados perante familiares e sociedade.
Constata-se, também, que, devido à falta de instrumentos ou objetos adequados para o ensino, nessa época usava-se o que se tinha à mão para aplicar a aprendizagem, chegando, inclusive, a usar doces e guloseimas em geral com letras e números, transformando-os nos primeiros “materiais e jogos didáticos”.

O lúdico
O lúdico é a forma de desenvolver a criatividade, os conhecimentos e o raciocínio de uma criança por meio de jogos, música, dança e mímica.
O intuito é educar e ensinar, enquanto a criança se diverte e interage com os outros, tornando leve e descontraído qualquer aprendizado.
Por meio das brincadeiras, a criança ultrapassa seus limites, impondo desafios cada vez maiores ao lúdico.
Em suas brincadeiras de faz de conta, por exemplo, ela mesma cria situações que exijam mais de si. É por meio das brincadeiras que as crianças passam a entender as regras impostas, pois no próprio brincar elas se deparam com situações afins de seu dia a dia.
Como acontece em brincadeira de mamãe e filhinha, a criança se põe no papel de mãe e passa a tratar a boneca como sua filha e, ao impor suas regras, passa a compreender alguns limites e determinadas atitudes de adultos em relação a elas.
Para Oliveira (1990), “as atividades lúdicas são a essência da infância”. Considerando que estas atividades ajudam a construir o conhecimento e propiciam experiências prazerosas e benéficas para as crianças, alguns destes benefícios podem ser destacados:
- Desenvolvimento de diversas áreas do conhecimento.
- Socialização.
- Assimilação de valores.
- Aprimoramento de habilidades.
Há várias atividades lúdicas existentes e, dentre elas, algumas se destacam:
- Brincadeiras tradicionais.
- Jogos.
- Danças.
- Brincar de faz de conta.
Segundo Almeida, M.T. P, 2000, o brincar é uma necessidade básica e um direito de todos. O brincar é uma experiência humana, rica e complexa.
A criança brinca naturalmente e quase tudo se transforma em objeto do brincar, ou seja, um pedaço de papel vira um avião, uma caixinha se transforma em cama, entre tantas outras possibilidades.
Tudo isso pode ser desconsiderado aos olhos dos adultos, mas brincar é um direito de todas as crianças e está garantido no Princípio VII da Declaração Universal dos Direitos das Crianças da UNICEF.
No caso, esse direito garante que... “A criança deve ter todas as possibilidades de se entregar aos jogos e às atividades recreativas, que devem ser orientadas para os fins visados pela educação; a sociedade e os poderes públicos devem esforçar-se por favorecer o gozo deste direito” (Declaração universal dos direitos da criança, 1959).
Partindo da teoria, sabemos que brincar é uma atividade fundamental para o desenvolvimento físico e mental e para o bem-estar das crianças, devendo ser incentivado pelas instituições escolares e pelos órgãos públicos na forma de espaços lúdicos apropriados.
A importância do brincar na educação infantil
Como já foi mencionado, é fundamental para a aprendizagem o fator lúdico para a criança, considerando que as atividades trabalhadas de maneira planejada são excelentes instrumentos do ensino-aprendizagem.
Encontramos na educação infantil um espaço lúdico apropriado para esse desenvolvimento, com conteúdos preparados de maneira criativa e realização prazerosa, visando que as crianças assimilem o conhecimento proposto.
Contudo, algumas escolas ainda trabalham apenas a mente na escolarização, deixando de fora o lúdico como instrumento do conhecimento.
Nos tempos atuais, as propostas de educação infantil dividem-se entre as que reproduzem a escola elementar com ênfase na alfabetização e números (escolarização) e as que introduzem a brincadeira, valorizando a socialização e a recriação de experiências. No Brasil, grande parte dos sistemas pré-escolares tende para o ensino de letras e números, excluindo elementos folclóricos da cultura brasileira como conteúdo de seu projeto pedagógico. As raras propostas de socialização que surgem desde a implantação dos primeiros jardins da infância acabam incorporando ideologias hegemônicas presentes no contexto histórico-cultural. (Oliveira, 2000)
As instituições escolares deveriam propiciar condições para a construção do conhecimento por meio da investigação e realização, fatores importantíssimos para a criança no processo de aprendizagem.
Brincadeiras e brinquedo
Brincadeira
 A brincadeira é uma situação importante vivenciada pelas crianças e este exercício lúdico proporciona descobertas de novos conhecimentos e desenvolvimento de muitas habilidades de forma natural e agradável.
Ao brincarem, as crianças estão mais aptas a desenvolverem bons sentimentos, partilharem, sociabilizarem-se, respeitarem-se mutuamente e obedecerem a regras.
A brincadeira oferece a elas a oportunidade de se prepararem para o futuro e experimentarem o mundo que as rodeia.
“Todos nós conhecemos o grande papel dos jogos para a criança, pois ela desempenha a imitação. Com muita frequência, estes jogos são apenas um eco do que as crianças viram e escutaram dos adultos, isso não obstante a estes elementos da sua experiência anterior nunca se reproduzirem no jogo de forma absolutamente igual e como acontecem na realidade. O jogo da criança não é uma recordação simples do vivido, mas sim a transformação criadora das impressões para a formação de uma nova realidade que responda às exigências e inclinações da própria criança.” (Vygotsky, 1999:12)

Brinquedo

Para a autora Kishimoto (1994), o brinquedo é considerado um “objeto de suporte da brincadeira”.
O brinquedo é na verdade o objeto usado como metodologia para a criança por meio de representações, ou seja, a imaginação passa a representar o momento vivido ou impõe à criança o adentrar no mundo real
É o que ocorre nas brincadeiras em que são representados o médico, o dentista, o cozinheiro, o papai e mamãe, a professora, o circo, o piloto de avião, o carrinho, o caminhão, a fazendinha, o cowboy etc.
Podemos citar, entre outros, os jogos de quebra-cabeça que desenvolvem o raciocínio lógico da criança, assim como os de tabuleiros que desenvolvem a compreensão de números e operações matemáticas.
Constata-se, também, a tradicionalidade e universalidade das brincadeiras que podem ser vistas nos povos antigos e distintos como os da Grécia e do Oriente, os quais utilizavam brincadeiras como a amarelinha, empinar papagaios e jogar pedrinhas.
Observa-se que até hoje as crianças se utilizam desses jogos para se divertirem por meio de conhecimentos empíricos.
A criança de 2 a 4 anos começa a desenvolver a brincadeira do faz de conta quando, no brincar, ela altera os significados dos objetos, expressando os seus sonhos e o seu faz de conta.
O faz de conta, inclusive, vem de alguma situação ou experiência anterior vivida pela criança.
Ao longo do tempo, o brinquedo ganhou posição importante como instrumento facilitador da aprendizagem e muitas práticas pedagógicas se beneficiaram deste fato.

O professor

Os educadores passam a observar que as crianças usam as brincadeiras como uma forma de aprendizagem, demonstrando por elas o que o adulto faz no seu dia a dia.
O professor tem um papel muito importante na educação, pois ele é o mediador entre o aluno e o conhecimento, proporcionando situações de aprendizagem para desenvolver as capacidades afetivas, cognitivas, emocionais e sociais.
Ele deve oferecer à criança um ensino de qualidade, bem como um ambiente saudável e de igualdade, que seja interessante e seguro.
É de extrema importância que o professor interaja com os alunos, que dialogue com eles e respeite as suas formas de manifestação. Numa sala de aula, há diversas crianças, sendo muitas dentro da normalidade e algumas distantes dela e, assim, cabe ao professor saber trabalhar com a diferença e buscar estímulos para os alunos que demostram dificuldades.
Para que isso ocorra, os profissionais da educação devem buscar uma formação continuada e empenhar-se sempre no aperfeiçoamento da prática, pois trabalham com conteúdos diversos e abrangentes, devendo estar comprometidos com a formação de seus alunos.
"O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir. Cria situações-problemas." (Jean Piaget).

Conclusão
No decorrer deste artigo, houve acompanhamento das trajetórias da criança e da educação e conclui-se que, apesar de muitos progressos terem ocorridos no tratamento às crianças no que se referente a cuidados, proteção, educação, cultura, lazer etc., há ainda muito a ser feito.
As escolas devem voltar o olhar para esses pequenos que estão sempre dispostos a aprender e necessitam de educação de qualidade. Unidas, família e escola, têm o dever de cuidar e educar.
Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=2113

terça-feira, 1 de novembro de 2011

DIREITOS DO IDOSO E DEVERES DA SOCIEDADE

Falar nos direitos das pessoas idosas é cuidar dos direitos daqueles seres humanos a quem tudo devemos. São eles os responsáveis pelos ensinamentos que colhemos ao longo da vida e também pelas boas realizações do mundo e da humanidade.
Então, o primeiro dever da sociedade é reconhecê-los como seres humanos dignos de todo o respeito e gratidão. Os idosos possuem todos os direitos que a generalidade das pessoas detêm e mais alguns direitos específicos em razão da especial fase da vida em que se encontram. Isso porque a lei aumenta os cuidados com pessoas que merecem proteção especial em razão dos mais variados motivos, e o atingimento dos 60 anos de idade é um deles. Por alcançar este tempo de vida, o idoso, além de prosseguir gozando de todos os direitos que já possuía, passa a ser titular de alguns outros. Exatamente aqueles que estão relacionados no Estatuto do Idoso.
Dentre os direitos específicos dos idosos podem-se relacionar o atendimento preferencial, imediato e individualizado junto a órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população; o direito de ser bem cuidado e atendido por sua própria família, em detrimento à internação em asilos; o direito de receber pensão alimentícia de seus familiares e, na ausência destes, de ter suas necessidades básicas satisfeitas pelo governo; o direito de receber do poder público, gratuitamente, medicamentos e outros recursos relativos ao tratamento de saúde; o direito de não ser discriminado nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade, dentre outros. Mas o que pretendo registrar neste espaço é que a realização desses direitos depende de cada um de nós. É respeitando a pessoa idosa na vida cotidiana, conferindo-lhe tratamento digno e valorização, outorgando-lhe prioridade na passagem, no ingresso em locais públicos e no transporte coletivo, no atendimento em instituições públicas e privadas, por exemplo, que se estará dando vida a esses direitos. É dever de todos, igualmente, a não submissão das pessoas idosas a situações de constrangimento e a denúncia às autoridades de casos de abandono, abuso ou violência a que possam ser submetidas. As pessoas idosas também possuem o direito de serem cuidadas e amadas, de se sentirem felizes e valorizadas.
Ao Estado incumbe, ainda, assegurar-lhes tudo o que for necessário à sua preservação, à alimentação adequada, ao lazer, à educação, à previdência social, dentre outros. Então, por constituírem deveres de justiça, de ética e de moral, além de obrigação legal e não por indulgência ou sentimentos análogos, incumbe a cada um e a todos o respeito, o cuidado e a asseguração dos direitos das pessoas idosas.
A materialização dos direitos dos idosos depende do cumprimento dos deveres impostos ao poder público e à sociedade. Levantemos todos, pois, esta bandeira, porque é justa, legítima, ética, moral e também porque constitui dever de todos.
Marcelo Malizia Cabral
juiz de Direito
Jornal Correio do Povo 01/11/2011