sábado, 12 de fevereiro de 2011

PROFESSOR EM EXTINÇÃO

Há alguns anos, tenho feito, com frequência, a seguinte pergunta aos meus alunos: “quem de vocês pensa em fazer o vestibular para o curso de Letras?” Em uma turma com cerca de 180 estudantes, uns três costumam erguer o braço, timidamente e sem muito entusiasmo. Aposto que mais uns dois vestibulandos gostariam de se manifestar, mas não o fazem por vergonha. Vergonha da desvalorização da profissão, do descaso de algumas lideranças políticas com o magistério.

É claro que há professores incompetentes, preguiçosos e que vivem reclamando dos baixos salários. Mas isso ocorre em qualquer área. Nada justifica o fato de um educador receber um contracheque insignificante. A maioria dos professores, no início da carreira, não tem dinheiro para comprar nem um livro. Dessa forma, como esses profissionais poderão se atualizar? Com que recursos investirão em conhecimento e informação? Nada se faz sem verbas.

Ser professor não é para qualquer pessoa. Lecionar não significa, simplesmente, despejar um monte de conteúdos. Dar uma boa aula requer talento, disposição, criatividade, conhecimento técnico e, claro, um salário justo. Ser professor não é “fazer bico”. Para ser um bom professor é preciso, ao mesmo tempo, respeitar e ser respeitado. É saber dizer as coisas na hora certa. É conseguir impor limites e estabelecer regras, sem ser autoritário. É tentar uma aproximação amigável com os alunos, mas sem esquecer que, dentro da sala, o professor é quem manda. Tudo isso só se aprende com o exercício da profissão, com a prática.

Os docentes necessitam, urgentemente, ganhar mais dinheiro. Por outro lado, uma remuneração interessante não pode, em hipótese alguma, levar os educadores à acomodação profissional. Existem professores que deveriam estar fazendo qualquer outra atividade, exceto ministrar aulas, já que não possuem didática para fazê-lo. E isso acontece inclusive nas universidades, onde os rendimentos financeiros são muito melhores do que nas escolas.

Daqui a alguns anos, não haverá mais professores capacitados e motivados. E, por conseguinte, não haverá educação de qualidade. E, assim, as escolas e universidades formarão criaturas ignorantes e patéticas. Não obstante, esse retrocesso poderá ser detido, contanto que haja mais investimentos em infraestrutura nas instituições de ensino; os professores tenham mais proteção em relação à indisciplina dos alunos; e o magistério receba uma valorização digna.


Fonte: Luciano Corrêa Iochins/Jornalista e professor de Língua Inglesa e Língua Espanhola
          Jornal Gazeta do Sul/Opinião/10/02/2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

PREFEITURA DECRETA HOJE SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

A Prefeitura de General Câmara irá decretar hoje situação de emergência devido à estiagem prolongada que atinge o município. O levantamento executado pela Emater, Secretaria de Agricultura e Defesa Civil constatou que os efeitos da estiagem causaram sérios prejuízos econômicos e sociais ao município.

A falta de chuva comprometeu a produção de frutas e hortaliças, além de afetar lavouras e pastagens. A produção de leite foi prejudicada, causando perda de peso nos animais.

Em algumas localidades as fontes de água utilizadas para consumo humano e animal chegaram a secar, tornando-se necessário o abastecimento pelo caminhão-pipa do município. O veículo percorre em média 130 quilômetros por dia, somando o custo de R$ 3,1 mil mensais.

Mesmo assim, o caminhão não consegue atender todas as comunidades. Outras alternativas são executadas pelos próprios moradores, que transportam bombonas em carroças de tração animal.

Fonte:Jornal Gazeta doSul  edição 10/02/2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011

VALORES MORAIS EM INVERSÃO

A sociedade brasileira tem sido brindada com algumas pérolas perigosas que denotam o grau de decomposição de valores morais e éticos, principalmente daquelas diretrizes que deveriam ser de berço. Há uma coletânea de casos chocantes, como os dos rapazes presos após espancar um morador de rua em São Paulo. Para eles, essa ação era permitida porque se tratava de um mendigo e tudo não teria passado de "uma brincadeira".
Esse argumento foi semelhante ao empregado pelos jovens que, há muitos anos, atearam fogo em um índio pataxó que estava dormindo na rua em Brasília. Todos eram de classe média alta, bem-nascidos e com poder aquisitivo. Outros episódios de violência gratuita foram o da agressão de vários jovens a uma doméstica no Rio de Janeiro porque pensaram que ela era uma prostituta e o do ataque homofóbico de um grupo de rapazes a estudantes na avenida Paulista, em São Paulo, só porque supuseram que se tratava de homossexuais. Sem nenhum pudor, tentaram desmentir os fatos gravados por uma câmera.
É preciso repensar os valores que estão sendo passados para nossas crianças e adolescentes. A par da proteção devida, é necessário incutir neles o respeito pelas diferenças e pelo modo de vida de cada um. Além disso, faz-se urgente retomar o papel de uma escola formadora de bons cidadãos, mas tendo claro que esse papel é subsidiário ao dos pais e responsáveis, que não podem delegar tarefas que lhes são próprias.


Diante de acontecimentos nada edificantes, em que jovens são os protagonistas, de pouco vale atitude meramente protecionista. Cobrar responsabilidades e aplicar as punições devidas é parte de um processo pedagógico que servirá para mostrar ao infrator que sua conduta está inadequada. Além disso, mostrar-se-á eficiente para que as vítimas não se sintam desprotegidas


Fonte:Editorial do Jornal Correio do Povo  06/02/2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

PESCADORES RETIRAM LIXO DO RIO JACUÍ


Na sexta-feira, 28, uma ação socioambiental motivou os pescadores a executar uma limpeza nas margens do Rio Jacuí e no local conhecido como Gamelão, que fica atrás da Ilha das Flores, em São Jerônimo em General Câmara.


Cerca de 25 embarcações foram para o Rio Jacuí com o propósito de realizar um mutirão de limpeza. Proibidos de pescarem no período da piracema (novembro, dezembro e janeiro), os pescadores ganharam uma cesta básica em troca do lixo recolhido.

Organizados, os pescadores recolheram vários sacos de lixo com garrafas pet, cordas, carcaças de computador, cadeiras, pneus, entre outros.

A ação teve o incentivo da Sociedade dos Mineradores de Areia do Rio Jacuí – Smarja, a parceria com o Sindicato dos Pescadores de São Jerônimo, Charqueadas, Triunfo, General Câmara, Taquari, o apoio da Colônia dos Pescadores Z 5 e de entidades assistências como Lions Clube, Rotary Clube, Emater, Patrulha Ambiental, Coordenadoria de Gestão Ambiental da Ulbra São Jerônimo, Prefeitura, Coordenadorias de Agricultura e Meio Ambiente e Defesa Civil.

- Isto seria bom nós poder fazer todos os meses, para melhorar o nosso rio e, consequentemente, a nossa pesca -, destacou o pescador Pito, ao desembarcar na praia do Encontro.

Segundo estimativa da Smarja, cerca de cinco toneladas de lixo foram retiradas no trecho entre o Porto do Conde e até a divisa de São Jerônimo e Charqueadas.

- O montante de lixo é assustador, mas serve para alertar a sociedade da importância de cuidar do meio ambiente -, destacou Sandro Almeida, presidente da Sociedade dos Mineradores de Areia do Rio Jacuí (Smarja).

Para o presidente da Federação dos Pescadores da Colonia Z 5, Vilmar Coelho, o incentivo da Smarja ajuda os pescadores nesta época de piracema. Vilmar acompanhou o trabalho dos pescadores de São Jerônimo. No último dia 14, os pescadores da Ilha da Pintada haviam recolhido nove toneladas de lixo no Delta do Jacuí.

Fonte:http://www.portaldenoticias.com.br/

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PONTE FERROVIÁRIA DA VOLTA DO BARRETO - GENERAL CAMARA

Muitas vezes atrações turísticas interessantes, seja pela paisagem, seja pelo valor histórico, são esquecidas, deixadas de lado dos roteiros tradicionais e por isso mesmo acabam sendo pouco conhecidas.

Uma destas atrações se localiza aqui pertinho de casa, no município de Triunfo e às margens do Rio Taquari. A localidade conhecida por “Volta do Barreto” tem como atração uma bela ponte ferroviária, de construção metálica, que interliga a localidade ao município de General Câmara, na outra margem do rio.

O nome “Volta do Barreto” vem da localidade estar situada à margem do rio, junto a um ponto onde o Taquari descreve uma “volta” em seu percurso.

Barreto, nos áureos tempos do transporte por linha férrea para o interior do estado, fazia parte da ferrovia que ligava a capital Porto Alegre ao então importante nó ferroviário que era a cidade de Santa Maria, e sediava uma estação que hoje se encontra completamente abandonada e depredada, restando de pé somente suas paredes. Triste testemunha do desmonte e do abandono a que foi relegado o sistema de ferrovias em nosso país.
Na margem do rio, junto à “Ponte do Barreto”, existe também uma pequena balsa para travessia de automóveis e pequenos caminhões, proporcionando ligação por estrada ao município de General Câmara



























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PONTE DO BARRETO-A HISTÓRIA RECONTADA