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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Saúde recomenda cálcio para todas as gestantes para prevenir eclâmpsia

 











Novo protocolo visa reduzir morbimortalidade materna e infantil




O Ministério da Saúde recomenda que todas as gestantes do país façam suplementação de cálcio para prevenir a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia, problemas causados pela hipertensão que são a maior causa de nascimentos prematuros e de morte materna e fetal. A nova estratégia será adotada no pré-natal do Sistema Único de Saúde (SUS).

O novo protocolo busca reduzir a morbimortalidade materna e infantil, especialmente entre a população negra e indígena. Em 2023, quase 70% das mortes causadas por hipertensão foram entre mulheres pretas e pardas. O cálcio ajuda a regular o metabolismo, mantendo a pressão arterial em níveis normais.

As gestantes devem tomar dois comprimidos de carbonato de cálcio 1.250 mg por dia a partir da 12ª semana de gestação até o parto. Essa dose garante a ingestão de 1.000 mg de cálcio elementar por dia, o que é a quantidade mínima necessária para reduzir o risco de complicações.
Gestantes

O medicamento já faz parte da farmácia básica do Sistema Único de Saúde (SUS) e é oferecido pelas unidades de saúde, mas caberá aos municípios, ao Distrito Federal e aos estados adquirir os comprimidos na quantidade necessária para atender a todas as gestantes.

Desde 2011, a Organização Mundial da Saúde recomenda a suplementação de cálcio para gestantes com baixo consumo do micronutriente e mulheres com alto risco para pré-eclâmpsia. A orientação já era seguida pelo Ministério da Saúde, mas a prescrição era feita apenas para gestantes com risco detectado.

De acordo com a nota técnica do ministério, a mudança para a prescrição universal se baseia em pesquisas oficiais que mostram que tanto as adolescentes quanto as mulheres adultas no Brasil consomem menos da metade da quantidade recomendada de cálcio por dia.

As gestantes também devem manter a suplementação de ácido fólico e ferro, que é prescrita de forma universal desde 2005. Por isso, precisam ficar atentas aos horários de ingestão, já que o cálcio e o ferro devem ser tomados em ocasiões diferentes, para não prejudicar sua absorção.
Lexa

As complicações causadas pela hipertensão na gravidez ganharam notoriedade recentemente após o episódio o com a cantora Lexa. Sua filha recém-nascida, Sofia, morreu três dias após o parto prematuro, causado por pré-eclâmpsia com síndrome de Hellp.

Algumas situações aumentam o risco de desenvolver a condição: primeira gestação; gravidez antes dos 18 e depois dos 40 anos; pressão alta crônica; diabetes; lúpus; obesidade; gestação de gêmeos e histórico familiar.

Nesses casos - ou quando a alteração na pressão é detectada no início da gestação -, a gestante precisa de acompanhamento especial e pode receber a prescrição para tomar o medicamento AAS [ácido acetilsalicílico] em conjunto com o cálcio.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Saúde autoriza repasse de R$ 28 milhões para ampliar oferta de pré-natal


O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 28 milhões para a ampliação da oferta de exames pré-natal e para a aquisição de testes rápidos de gravidez. A estimativa é que mais de 557 mil gestantes sejam beneficiadas e que mais de 535 mil testes sejam realizados.
Ao todo, 1.389 municípios em 24 estados serão contemplados. O objetivo das medidas, de acordo com a pasta, é garantir o acolhimento e a captação precoce da gestante, além de melhorar o acesso aos serviços e a qualidade do pré-natal oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para a ampliação dos exames foram destinados R$ 27,7 milhões e para a aquisição de testes rápidos, R$ 301,3 mil. O programa Rede Cegonha, lançado no ano passado, oferece um total de 23 exames no período do pré-natal.
Dados do ministério indicam que em 2011 mais de 1,7 milhão de mulheres fizeram pelo menos sete consultas pré-natais.
Agência Brasil 15/06/2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

Cerca de 1 milhão de gestantes devem receber auxílio financeiro para deslocamento em 2012


Cerca de 1 milhão de gestantes devem receber, este ano, auxílio financeiro de até R$ 50. Elas usarão o dinheiro para pagar o deslocamento tanto para a realização de consultas pré-natal quanto para o parto. O número, de acordo com o Ministério da Saúde, representa 40% do total de gestantes atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS) atualmente.
O contrato com a Caixa Econômica Federal foi assinado hoje (8) na sede do ministério. A previsão é que, a partir de amanhã (9), municípios em todo o país já possam solicitar acesso ao sistema que permite cadastrar e acompanhar as gestantes que vão receber o benefício. Até o momento, segundo a pasta, 23 estados e 1.685 municípios já iniciaram o processo de adesão.
“Essa é uma proposta feita pelo ministério depois de aprender com vários municípios que auxiliar o deslocamento das gestantes aumenta a adesão ao pré-natal”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A orientação é que, na primeira consulta pré-natal, a gestante assine o requerimento que autoriza o pagamento do benefício. O auxílio será pago em duas parcelas de R$ 25. Para receber o valor integral, a mulher deverá fazer o requerimento até a 16ª semana de gestação. Quem solicitar o benefício depois desse período só terá direito a uma parcela.
Todas as gestantes que são beneficiárias de algum programa social federal como o Bolsa Família, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) e que são titulares de algum cartão magnético vão receber o auxílio-deslocamento no mesmo cartão.
Quem tem o Cartão do Cidadão, emitido pela Caixa Econômica Federal, poderá usá-lo para receber o auxílio. As mulheres que ainda não têm nenhum cartão social vão receber, no endereço cadastrado no sistema do ministério, o Cartão do Cidadão.
O calendário de pagamento do auxílio-deslocamento vai seguir o mesmo do Bolsa Família, cujas datas são definidas de acordo com o último número do cartão.
A gestante poderá sacar o benefício em qualquer terminal de autoatendimento, em correspondentes Caixa Aqui lotéricos e não lotéricos e em agências da Caixa Econômica Federal, de acordo com o horário de funcionamento de cada unidade.
Para mais informações, o interessado pode ligar para a Ouvidoria do Ministério da Saúde é 136. Dúvidas sobre o Cartão do Cidadão podem ser esclarecidas por meio do número 0800 726 0101.
A meta do governo é que, até 2013, todas as grávidas atendidas na rede pública de saúde – 2,4 milhões, no total – passem a receber o auxílio financeiro. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações previstas no programa Rede Cegonha, lançado no ano passado com o objetivo de ampliar e qualificar a assistência prestada a gestantes no SUS.
Agência Brasil 08/03/2012